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CORVO ELÉTRICO
Se foram 5 ou 7 segundos, eu não sei, mas não mais que isso pois minha atenção devia voltar a estrada, que era daquelas de reta infinita, onde a expressão "Segue a vida toda" até faz um certo sentido. Eu, a uma velocidade aceitável. O trânsito livre... E foi perto de um sinal, enquanto eu me perdia nos pensamentos de que nessa "Vida Toda", às vezes existe um sinal vermelho... Que o corvo, no meio da chuva... Sim chovia, mas achei que fosse melhor acrescer a chuva na história só agora, pra que ela chegasse trazida pelo corvo, como se as asas do bicho, no momento que se engavetam para encaixar-se ao corpo, metralhassem o chão de água... Baixou o trem de pouso, e isso já era segundo três... Agarrou o equilibrio que escorria pelo ferro no alto do sinal, e mesmo que não me fizesse diferença como motorista pois não haviam transeuntes a atravessar nem carros parados a minha frente, (Me fazendo mais uma vez lembrar que nessa "Vida Toda" as vezes o sinal fica vermelho pra nada), o sinal brilhou verde no segundo quatro, e eu como reles funcionário do mundo, obedeci, fazendo com que no segundo cinco aquela cena já fosse passado e o corvo agora: "atrás". Gastei um tempo pensando no quanto aquilo realmente aconteceu... Ou no que seja coinscidência, ao passo que a tecnologia faria com que o verde chegasse ali, com ou sem corvo...




...Ou não.

1 comentários:

Anônimo on 29 de junho de 2009 11:18

gostei do texto, muito bom!

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